O Fio da Meada…

Ou se preferir, o início.

Multipliquei-me, para me sentir

Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,

Despi-me, entreguei-me,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.

poema (frag): Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Venho postergado o início de um blog há alguns meses. Muitas coisas me ocupavam a mente, e neste muito pensar, desacelerei o agir. Na tentativa de achar um meio termo, um blog é bem-vindo. Esvaziar a mente e sentir que boa parte do pensamento original não se perdeu é muito bom!
Talvez por isso inventaram o papel e a escrita. A necessidade de esvaziar a mente e manter a sanidade devia ser eminente…

Opa, indo em desvaneios novamente. Mas tentarei não cair na prolixidade, caro leitor. Faço neste momento, das palavras de Fernado Pessoa, minhas também.