Bizarre Love Triangle 

Every time I think of you
I get a shot right through
Into a bolt of blue
It’s no problem of mine
But it’s a problem I find
Living the life that I can’t leave behind
There’s no sense in telling me
The wisdom of a fool won’t set you free
But that’s the way that it goes
And it’s what nobody knows
And every day my confusion grows

Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I’m waiting for that final moment
You’ll say the words that I can’t say

I feel fine and I feel good
I feel like I never should
Whenever I get this way
I just don’t know what to say
Why can’t we be ourselves like we were yesterday
I’m not sure what this could mean
I don’t think you’re what you seem
I do admit to myself
That if I hurt someone else
Then I’ll never see just what we’re meant to be

Every time I see you falling
I get down on my knees and pray
I’m waiting for that final moment
You’ll say the words that I can’t say

Every time I see you falling
I’ll get down on my knees and pray
I’m waiting for that final moment
You’ll say the words that I can’t say.





Estou surpresa comigo mesma. Levarei em consideração meu sono, mas esse sentimento não me parece instável [Não dessa vez].
Eu finalmente entendi, foi um momento epifania maravilhoso! Eu não senti raiva, tristeza… nada. Só um grande sentimento de aceitação sobre as mentiras, as omissões e as palavras jogadas no ventilador. E não doeu – não porque eu me defendi contra o que veio – mas talvez porque o efeito da droga tenha passado finalmente. Talvez sair dançando pelo quarto outra batida 80’s seja tudo que eu posso fazer agora. Talvez a vida tenha me tirado da rota por saber o que era melhor pra mim. 
Acostumada a fazer analogias, a música diz tudo e me bate saudade – da época em que sair para dançar e beber era normal, onde eu não me preocupava com novas traições amorosas ou morais e a felicidade custava a entrada da Led ou outro Inferninho. Outro cigarro e muita risada. Hoje eu só sinto falta da música – eu amo dançar e de certa forma tirava o stress. Hoje eu não posso mais curtir como antes, as responsabilidades batem na minha porta junto com o estranho que se move dentro de mim. Mas eu estou feliz. 


Seria mesmo o certo olhar para trás? Seria mesmo o certo tentar remendar uma história que já está tão rota e mal-cuidada? Sabe, eu vejo o carinho com que ele tratou as outras (as várias outras) e durante muito tempo me ressenti por ter a certeza de que ele nunca sentiu por mim a mesma paixão, o mesmo amor e admiração que sentiu por elas. Durante muito tempo me perguntei o que eu tinha feito de errado, durante os anos em que me parecia importante ser uma boa esposa e uma boa dona de casa. Anos doentes, antes de eu me curar do meu lado MADA. rs  E a resposta veio sem culpas dessa vez. Eu não fiz NADA de errado me dedicando, era mais uma questão de dosagem, de para quem e porquê. 


Quando a confiança se quebra, nada mais vale a pena. É duro sentir que está dormindo com o inimigo. Quando se perde a consideração e o respeito que diferença faz? O que mais pode ser feito além de pegar os caquinhos e sair andando? Parece ser o mais sensato. Não há nada a ser feito e a constatação  disso no fundo acalma. Um dia você muda e vê as coisas de outro ângulo, pára de apontar os defeitos dos outros, por mais que gritem embaixo do seu nariz e se preocupa em fazer o que você pode. 


No começo eu sentia falta de palavras doces, de cartas e paixões inflamadas… mas isso não cabe as esposas. Somente as amantes. rs Aceitar que eu já amei outras pessoas em intensidades diferentes me ajudou a lidar com isso, ao contrário do ressentimento de um dos meus ex-namorados tentando pagar de guru espiritual no msn um dia desses. 


E você cansa dos joguinhos, das crises de ciúme, das mentiras e chantagens emocionais, do desespero do outro diante da sua inconstância (sempre correndo atrás do passado, ou de outras mulheres) e você – pela 1ª vez – pensa no presente. Um presente muito mais sólido e palpável do que nunca, sem interferências, sem cobranças. Um presente solo. Houve uma mudança de ângulo.  Já não importa mais com quem ele passa a noite, com quem ele fala, quem ele amou – se ela ou a mim… eu não vou brigar por amores. Minha fase inflamável já passou. E eu sosseguei, a vida é mais do que o lado amoroso. E os mestres aparecem quando se  está pronto para aprender a lição. 


A atual é o desapego. Sem rancores, sem ofensas… só a aceitação. Faz você se sentir mais leve em todos os sentidos. 
Na verdade o que mais magoa os homens depois que eu finalmente “passo” é que nada mais se mantém o mesmo e que quando a indiferença bate é pra valer. Não tenho ” ex amores especiais”. Meu amor especial sou eu mesma e estou bem assim.


Eu poderia me irritar com os amigos idiotas dele, com as mentiras, com a mania estúpida que ele tem de fazer com que eu pareça sempre a megera da história… mas nada mais me irrita. 


Porque lá no fundo toda a baixaria dele, é dele e de mais ninguém. 
Estou longe demais com meu coração e minha mente para me importar…


Só sinto falta da música e de mais ninguém.

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